economia

Diretor do Procon-SP orienta pais sobre matrículas escolares

Fernando Capez explica sobre reajustes e direitos do consumidor neste ramo
Por: Redação Franca Noticia | Categoria: Brasil | 19-10-2021 15:24 | 82
De acordo com Capez, as escolas particulares devem divulgar o texto da proposta de contrato – redigido em linguagem de fácil compreensão
De acordo com Capez, as escolas particulares devem divulgar o texto da proposta de contrato – redigido em linguagem de fácil compreensão Foto de Reprodução

Com a chegada do período de reserva ou renovação de matrículas escolares, alunos, pais e responsáveis devem ficar atentos às regras que definem seus direitos e obrigações. O diretor executivo do Procon-SP Fernando Capez dá algumas orientações para os pais evitarem dor de cabeça.

De acordo com Capez, as escolas particulares devem divulgar o texto da proposta de contrato – redigido em linguagem de fácil compreensão – no mínimo 45 dias antes do final do prazo de matrícula e disponibilizá-lo em local acessível. É fundamental que esse documento seja lido com atenção e que sejam observadas quais as datas para pagamento das mensalidades; quais as penalidades poderão ser aplicadas no caso de atraso (multas, juros, correção); quais os períodos e condições para a rescisão, transferência, trancamento e desistência de vaga.

O valor final da anuidade deve constar no contrato e não poderá ser reajustado antes de 12 meses (também se aplica aos cursos organizados por semestre). Fernando Capez explica que consumidor tem direito a informações de reajustes de mensalidades
Reajustes podem ser feitos e consumidor tem direito a informações “As escolas podem aplicar reajuste na anuidade ou semestralidade; esse reajuste é feito com base na última parcela do ano anterior. No reajuste, a escola pode incluir as despesas gerais, pagamentos de impostos, aumento da carga salarial, investimentos para manutenção e conservação e investimentos no aprimoramento do sistema didático-pedagógico”, explica Fernando Capez.

Para aplicar o reajuste, a escola poderá acrescentar uma correção percentual que deverá ser proporcional ao aumento de despesas com funcionários, administrativas e pedagógicas. Em caso de dúvidas, o consumidor pode solicitar a apresentação de uma planilha para comprovar tais gastos.

Ensino a distância também pode sofrer reajuste

“No caso do ensino online, é preciso fazer uma análise de cada situação concreta, pois há casos em que a opção por esse método pode significar redução de gastos – com energia elétrica, água, etc. No entanto, também pode significar investimento na área tecnológica, com
aumento das despesas. Por isso, é essencial uma avaliação individual, lembrando que é direito do consumidor ter acesso à planilha de custos e despesas que aponta os motivos do reajuste aplicado”, afirma Capez.