solidariedade

Marcel, ex-jogador basquete e médico esta na linha de frente contra o Covid-19

Com 63 anos, ex-jogador atende clientes em clinicas na cidade paulista
Por: Redação Franca Noticia | Categoria: Esporte | 20-05-2020 15:20 | 66
Marcel realiza exames e ajuda como voluntário
Marcel realiza exames e ajuda como voluntário Foto de Redes Sociais

Segundo maior cestinha da história da Seleção Brasileira de basquete, Marcel de Souza continua a marcar pontos, mesmo longe das quadras. O ex-jogador, que conquistou medalha de ouro no Pan-Americano de 1987 e bronze no Mundial de 1978, é também médico e tem feito a sua parte para ajudar a combater o novo coronavírus.

Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, Marcel tem se dedicado, todos os dias desta quarentena, a atender a população de baixa e média renda na cidade no interior paulista. Por ter 63 anos e pertencer ao grupo de risco do COVID-19, o ex-atleta não pode trabalhar em hospitais e consultar quem contraiu o vírus.

Por isso seus atendimentos são realizados em clínicas populares e se restringem à ultrassonografia, área em que se especializou. Apesar disso, Marcel encontrou uma forma de alcançar quem precisa de auxílio neste momento inédito que vivemos: orientando pessoas através das redes sociais.

Em uma publicação no seu perfil do Instagram, Marcel explicou que é médico e se dispôs a atender, de forma privada, quem tem dúvidas sobre o novo COVID-19. Além de permitir que esses questionamentos sejam sanados sem a necessidade de ir ao pronto socorro, a iniciativa evita a saturação do sistema de saúde.

Segundo o ex-jogador, o que lhe motivou a oferecer a ajuda foi a sua vocação.

“Minha profissão é, para mim, uma missão. Então você não pode fugir dos problemas médicos quando eles acontecem ao nível de uma pandemia. Embora tendo 63 anos, sendo grupo de risco e não tendo nenhuma expertise em tratar do paciente em estado grave de COVID-19, eu procurava uma maneira de ajudar. E aí eu vi uma obstetra, amiga minha, que publicou na rede social um anúncio dizendo que era médica e se dispunha a ajudar quem perguntasse algo sobre o coronavírus. Fiquei com aquela ideia na cabeça, copiei, colei e passei também a responder dúvidas das mais diversas sobre a pandemia”, disse.

Fonte: LNB